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Infiel, eu sou

Outubro 14, 2008

Segundo o Wikipedia, livre-concorrência é ”Situação do regime de iniciativa privada em que as empresas competem entre si”.

 A primeira vista, a concorrência perfeita faz com que os preços sejam determinados pela oferta e pela procura, o que acaba sendo, na maioria das vezes, um benefício para nós. Porém, além do preço final, a concorrência faz com que o produto melhore a qualidade, melhore os serviços agregados, e em alguns ramos, aconteça uma corrida tecnológica.

Somos consumidores, clientes e usuários finais. Não necessariamente nessa ordem e às vezes tudo junto. O problema está quando passamos a ser torcedores. Podemos ser torcedores do Flamengo, Corinthias ou Vasco. Gritar com toda força “Flamengo até morrer”, ou algo do gênero. Mesmo em uma fase ruim, estamos lá, torcendo pelo nosso time do corãção. Mas ser um torcedor da Microsoft, Apple ou qualquer outra empresa de qualquer outro ramo, nunca! Jamais!

Antes de tudo, as empresas têm que nos conquistar. Com seus produtos, garantia, atendimento e serviços que nos facilitam a compra e a utilização do produto. Conseguindo manter um preço bom, melhor ainda. E depois que damos nossa confiança a marca, ela ainda tem uma tarefa muito importante: continuar nos conquistando, claro. Porque senão a deixamos, sem nenhum ressentimento.

Só porque gostamos e nos adaptamos com determinado produto, não faz com que tenhamos que vestir uma camisa da empresa e nos tornarmos vendedores sem ganhar um centavo por isto. Esse trabalho que fique com os que tem carteira assinada para tal.

De fato, nenhum produto é perfeito. Quanto mais a empresa que criou. Sempre existirá espaço para melhoras e para novidades. E o nome disso é oportunidade. Mesmo que um produto seja líder absoluto nas vendas e com uma fatia esmagadora de market-share. Existe uma infinidade de empresas que viram sua fatia diminuir. A Sony criou o primeiro toca-fitas, o primeiro discman, mas deixou o mercado de MP3 Players escapar pelas mãos (Pelo menos, por enquanto). Vejam só o Lotus123, ICQ e Netscape. A IBM balançou algumas vezes. Exemplos não faltam. E tudo isso aconteceu por causa de alguma evolução, alguma coisa diferente. Aquilo que ninguém pensou que poderia acontecer. Mas infelizmente, em pleno século XXI, ainda existem pessoas que não acreditam nisso.

Um dos problemas que acaba com a evolução e com a livre-concorrência é alguma das milhões variações das seguintes frases:
“Não troco meu iPod por nada nesse mundo!”
“Não consigo me imaginar usando outro sistema operacional que não seja Windows XP!”
“As batatas do McDonalds são as melhores, então nem experimento outras.”
Pessoas que pensam desta maneira estão fadadas a trabalhar com uma ferramenta arcaica durante um bom tempo. E se o mundo dependesse delas, estaríamos acendendo nossas lareiras batendo pedras.

Por isso dependemos de uma mente aberta. Assim nós poderemos sempre ter acesso ao bom, bonito e barato.

Gostaria de terminar este post com um juramento. O juramento dos não fiéis. A todos os outros que quiserem, podem levantar a mão direita e repetir em voz alta. ( Mas se quiser só ler e fazer já tá bom. )

“Enquanto meu salário não estiver associado a vender determinado produto em nome de tal empresa, serei fiel apenas ao que funciona e ao que melhora minha qualidade de vida! ( e ao meu bolso! ). Estarei sempre atendo as novidades do mercado, não acreditando somente no que dizem as propagandas, não fazendo ou comprando algo porque todo mundo o faz. Consumirei meus produtos sem fazer distinção de marcas. Serei um eterno solteiro, sem me comprometer em nenhum tipo de relação conjugal com qualquer empresa.

São com essas palavras, que eu concedo a mim mesmo, o direito de ser infiel! Amém!”

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Um pouco de Coca-Cola para Microsoft

Julho 22, 2008

Os comerciais da Pepsi e da Coca-Cola sempre foram muito interessantes, e em alguns casos, ousados e inovadores. Mas sempre existiu pelo menos um diferencial. Era muito mais comum ver nos comerciais da Pepsi um ataque direto e explicito ao seu maior concorrente. Mesmo que mostrasse a marca sem nenhuma preocupação.

Podemos ver alguns exemplos.

Sem dúvida são propagandas excelentes. Em especial a do garoto na máquina de refrigerantes.

Porém, para tudo existe um motivo. A marca da Coca-Cola é muito mais valiosa que a da Pepsi. Quatro vezes mais para ser mais exato. Enquanto a primeira tem seu valor em cerca de US$60 bilhões, o valor da segunda é de aproximadamente US$15 bilhões. Os valores exatos são uma pequena variação desses, que a cada ano modificam-se um pouco. Mas a Coca-Cola teve sua marca com o título de a mais valiosa do mundo durante muitos anos, até ter sido superada pelo Google.

Estes valores são estimados de forma bem mais complexa, mas para não se prolongar muito, pode-se acreditar que são uma conseqüência da marca da Coca-Cola chamar quatro vezes mais atenção que a da Pepsi. Por este motivo é válido colocar a marca da concorrente na propaganda, aproveitando-se do seu sucesso.

De forma muito semelhante ocorrem casos entre Microsoft e Linux. Porém, isto vem dos próprios usuários, e não das corporações em si. Podendo virar até uma religião de fanáticos. A discussão entre Linux e Windows é muito válida, já que troca de opiniões são sempre importantes, porém, esta, pode ser eterna.

Certamente que sistemas operacionais possuem muito mais a se comparar do que refrigerantes. O problema é quando entra o fanatismo, e os usuários passam a querer a destruição do outro sistema, ou então, simplesmente vira aquele vendedor chato que não larga do seu pé, fazendo qualquer coisa para te convencer que o produto dele é melhor.

E é exatamente nisto que os amantes de Linux pecam. Boa parte dos usuários estão acostumados a usar Windows, e se satisfazem por seu sistema operacional permitir que o seu e-mail seja checado, mensagens instantâneas sejam trocadas pelo Messenger e seu perfil no Orkut seja atualizado. Por incrível que pareça, muitos utilizam o seu computador apenas para estas tarefas simples – vide os famosos autores das “Pérolas do Orkut“. Desta forma, falar mal do Windows só fará com que o usuário-vendedor-amante de Linux perca sua credibilidade com muitos usuários.

Amantes do Linux, enalteçam seu sistema o quanto quiserem! Mas deixem o meu fora disso! Independente de qual for o melhor ou pior, mas que cada um viva sua vida de forma feliz. Deixemos que a corrida pelo maior número de sistemas operacionais instalados fique com as empresas. Pois esta é a missão delas. A nossa é escolhê-los e usá-los.

Se mesmo assim quiser opinar, criticar ou contribuir de qualquer forma, que se faça no lugar certo. Tenho certeza que sugestões são muito bem vindas pelos fabricantes:
Microsoft
Fedora
Ubuntu
Slackware
openSUSE
Mac OS